domingo, 13 de fevereiro de 2011

GENÉRICOS

Já em
http://porquenaovotoemcavaco.blogspot.com/2010/12/o-rei-banalidades.html
assumi que Cavaco

"Fora das suas atribuições constitucionais (algumas vezes dentro delas) e sempre que o Presidente da República se pronuncia sobre os mais diversos aspectos da vida política, social e económica do reino, tudo soa a oco desde que seja Cavaco a fazê-lo.
A cada intervenção dessas, e nalgumas das outras, o céu cai-lhe na cabeça!"

Ora acontece que o Nosso Presidente acaba de vetar, nesta leva, o primeiro diploma do Governo.
Exactamente sobre os genéricos.
E entende-se o porquê! É que já em 1990 e quando era Primeiro Ministro, Cavaco tinha legislado sobre essa mesma matéria! DL 81/90 de 12 de Março.
AH! Nessa altura não continha nada sobre a obrigatoriedade da prescrição electrónica. Mas isso não obstou a que vetasse o recente diploma.
Mas no de 1990 não consta nenhuma das razões que Cavaco invoca para vetar o mais recente.
O que ficou para a história foram as parangonas da comunicação social de que os Genéricos tinham chegado a Portugal com a consequente e milagrosa poupança, graças a quem?
- Ao Cavaco como era evidente!

É por infâmias, calúnias, mentidas e indignidades como esta que não votei em Cavaco!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A INFÂMIA A CALÚNIA A SLN O BPN

Ora Cavaco não gostou de ser confrontado com o caso da compra das tais acções da SLN, a tal Sociedade Lusa de Negócios. Mais uma infâmia mais uma calúnia. Tudo tinha sido legal.
Depois funcionou a blindagem dos convenientes comentadores. Qualquer pessoa poderia ter feito o mesmo negócio. Muitos outros ganham dinheiro investindo. Um caminho deveras lamentável, etc. Etc. Etc.
Como se isso fosse importante!
Em primeiro lugar a tal SLN era na data a detentora  do nosso conhecido BPN.
Esta instituição por sua vez já tinha sido alvo de alertas e reparos conforme Camilo Lourenço na Revista EXAME de Março de 2001. Deu no que se sabe.
É  dessa data a tal compra das Acções por Cavaco.
Na instituição pontificam Dias Loureiro e Oliveira e Costa, Ministros e secretários no governo de Cavaco.
Posteriormente seria esta instituição a financiar a campanha de Cavaco em 2006. Tudo coincidências
Depois e aqui é que toda a filosofia e conceitos ( e não infâmias e calúnias) que me levaram a não votar em Cavaco se desenvolvem.
Para a gente de memória curta sempre lembrarei aquele instante (13 de Outubro de 1987) em que Cavaco, Primeiro Ministro, se lembrou -Vá-se saber porquê!!! - de alertar que, na BOLSA, havia quem estivesse a comprar gato por lebre, levantando desconfianças sobre a mesma o que levou á sua própria queda!
Conjugando essa afirmação com a práxis podemos concluir que neste caso Cavaco comprou de facto por preço de gato ( 1,0 Euros por acção)  para depois vender por preço de lebre (2,4 Euros por acção). O curioso é que a poucos, ou a nenhuns outros, tocou tal sorte. Talvez porque poucos são os entendidos em economia, finanças e mercados como o nosso Prof. Cavaco. Talvez o facto do negócio ter sido avalizado por Oliveira e Costa seja apenas uma coincidência.
Por outro lado na venda, feita á própria SLN Cavaco realizou uma mais valia de 147 500 Euros o que equivale entre 2001 e 2003 a um dividendo de 70% ao ano.
Primeiro:
A SLN entregou a Cavaco um molho de 100 000 papeis e Cavaco entregou em troca  100 000 Euros à SLN.
Dois anos depois dá-se o inverso, Cavaco entrega à SLN os mesmos 100 000 papeis e recebe em troca
240 000 Euros.
Ou seja a SLN fica exactamente com os mesmos papeis mas com menos 140 000 Euros.
Pergunta-se
- A SLN descobriu, no entretanto, um poço de petróleo ou já era um poço sem fundo?
Pertencendo o BPN a este tipo de negócios não admira que tivesse ido ao charco.
Depois quem é que produziu e o quê que equivalesse a essa mais valia?
- Quantos pregos?
- Quantas Camisas?
- Quantas bananas?
Produzidas por quem?
A isso Lula da Silva se referiu como Economia Virtual em que se ganhava dinheiro transacionando papeis sem que nada, nem um alfinete enfiado num terno, se tenha produzido para justificar tais mais valias, Proclamando em 10 de Outubro de 2008 no Brasil , 1 de Abril de 2009 em Paris e 4 de Dezembro de 2009 na Alemanha, que a crise actual teria que levar ao fim desse tipo de edifício económico.
O fim do paradigma ( outra vez esta linda palavra) como preconizou Mário Soares.
Por outro lado mesmo que por absurdo houvesse uma valorização da própria SLN só se lhe tivesse saído o Euromilhões ou a descoberta do tal poço de petróleo,  pois não há crescimento económico que justifique valorizações de 70% ao ano.
Ora porque Cavaco é  conceptualmente, conjunturalmente e circunstalcialmente. arquitecto, mentor e protagonista de tal estrutura económica que nos trouxe á Crise actual e como não é isso que quero, nem para Portugal nem para o mundo...
- Por tudo o que ele representa

Não votei nele
Isto sem qualquer infâmia nem qualquer calúnia. É apenas o seu universo em que o meu não encaixa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O MISTÉRIO DOS JUROS por Manuel António Pina

Li no JN de Quinta, 27 de janeiro de 2011 esta curiosa crónica de Manuel António Pina.

"O  MISTÉRIO  DOS  JUROS
É sabido que Cavaco Silva nunca se engana e raramente tem dúvidas. Por isso não se enganou decerto quando anunciou aos portugueses ( e também decerto sem ter qualquer dúvida sobre isso) que, se houvesse segunda volta nas eleições presidenciais, uma apocalíptica "subida das taxas de Juro" iria desabar sobre "empresas e famíllias".
É certo que Cavaco não disse preto no branco que, não havendo segunda volta os juros se manteriam ou desceriam. Mas deu-o a entender (preto no branco) e como qualquer pessoa tem de nascer duas vezes para ser tão sério quanto Cavaco, Cavaco não o daria a entender se não fosse verdade. Por isso e para lhe agradecerem o aviso, é que "empresas e famílias" o elegeram no Domingo numa absolutissima maioria de 23% do total de eleitores.
Daí que agora não compreendam como é que, três dias depois de, como Cavaco pediu, o terem eleito à primeira volta, os juros da dívida pública continuem a ir olimpicamente por aí acima, "cítius, altius. fortius", tendo ontem chegado, no mercado secundário, à bonita taxa de 7,119%.
Talvez Cavaco se tenha esquecido de dizer aos mercados que podem regressar aos quarteis porque não haverá segunda volta. Ou talvez ande ocupado a tentar saber os "nomes daqueles que estão por detráz" da "campanha de calúnias e insinuações" contra si e ainda não tenha tido tempo de telefonar aos mercados.
Mas que urge que Cavaco faça alguma coisa , urge."  
FIM DO TEXTO

Mas Manuel António Pina, talvez na preocupação de ironizar, acabou por não entender porque raio é que os mercados continuaram a subir as taxas de juro mesmo ganhando Cavaco logo na primeira volta
É que não sabendo, os tais mercados, como é que por cá se contam os votos, ao fazerem a contabilidade dos brancos e nulos chegaram á conclusão que isso teria forçado essa mesma segunda volta. Ou que por haver uma abstenção de mais de 50% as eleições seriam repetidas. Desconhecendo as nuances do nosso sistema eleitoral, partiram de princípios errados, e continuaram a subir às taxas de juro.

É então aqui que de facto necessitamos da intervenção do nosso Presidente. Telefone, mande um fax, um Mail, um cabograma, já, aos mercados e de cima dos seus conhecimentos sobre alta finança e macro economia, esclareça-os no sentido de aliviarem a carga dos juros da nossa dívida.

Ou seja há propaganda e aproveitamentos eleitorais que, como o caso dos injustiçados funcionários públicos ou dos abandonados da Linha da Lousã, ou as acusações ás falsas promessas, não passam de desonestidades.
Desonestidades intelectuais. Desonestidades políticas!

E é por estas e por outras que não votei em Cavaco!

O QUE DISSE FERNANDO NOBRE NA NOITE DAS ELEIÇÕES

Mais ou menos isto.
Que tinha sido uma vergonha. Que tinha havido em campanha um silenciamento  dos órgãos de informação quanto aos "Candidatos laterais" referindo-se também à manipulação das Sondagens.

De facto do que se chega á conclusão é que pertencendo Cavaco ao Povo (segundo ele Cavaco) também existe um Polvo que o envolve.

Assim quanto ao Cavaco e logo segundo os estratègicamente bem colocados comentadores, como o conveniente Prof Marcelo. este iria arrasar de 60% para cima. Já há cinco anos iria ser assim e afinal tinha ficado pelos 50,5% ou seja nem sequer um ponto percentual acima dos 50.
Nas  sondagens destas últimas eleições, iria ganhar por 59% segundo a Católica, por 54,6% segundo a Intercampos, por 56,3% segundo a Eurosondagem, por 64,2% segundo a Marktest e 54,7% segundo a Aximage.
Ficou-se nos 52,94%.

Quanto a Nobre as mesmas sondagens davam-lhe 10% segundo a Católica, 9,1% segundo a Intercampos, 10,1% segundo a Eurosondagem, 13,3% segundo a Marktest e 10,7% segundo a Aximage.
Obteve 14.1%!!!

Mais flagrante foi o caso do Coelho; 2% segundo a Católica, 2,7% segundo a Intercampos, 1,4% segundo a Eurosondagem, 2,2% segundo a Marktest e 0,9% segundo a Aximage.
Obteve 4.5%!!!

E o que está em causa não são as aproximações mas sim as tendências.
Em Cavaco eram tudo por cima. -Ficou abaixo.
Em Nobre era tudo por baixo e em Coelho tudo ainda mais abaixo - Nobre ficou acima e Coelho ainda mais acima!

Depois houve o boicote ao Coelho da Madeira. O Sistema lá se encarregou de o silenciar. Nem um debate na Televisão.

Ou seja tudo preparado. Tudo controlado. Não fosse o diabo tecê-las.

E foi também por tudo aquilo que Cavaco significa que não votei nele.

POR QUE NÃO VOTEI EM CAVACO

Afinal a "coisa" não acabou nas eleições.

Já depois delas e de se saber quem as tinha ganho ficamos todos a saber, eu também, que o povo tinha derrotado a  "Infâmia". A honra tinha vencido a infâmia. Tinha sido a vitória da dignidade. Ele Cavaco Silva, nunca tinha seguido por ataques ou insultos. O povo tinha democraticamente derrotado aqueles que preferem o caminho da calúnia e da mentira e dos ataques em sentido.  Ou seja tudo aquilo que a votação nos adversários encerra, Infâmias, desonras, mentiras, indignidades, ataques calúnias e insultos, não passaria disso. Ou seja eu também incluído no saco!

Ora não tendo votado em Cavaco, insulto considero isso sim, este e todos os outros os atentados à minha inteligência que o Dr. Cavaco faz permanentemente.

Entre muitas já no caso das decantadas escutas a Belém tentou fazer de mim palerma.

ASSIM
Depois dos jornais levantarem uma lebre de que os Assessores de Belém estariam a colaborar na elaboração do programa eleitoral do PSD. No dia 7 de Agosto de 2009, o SEMANÁRIO S foi o primeiro jornal a revelar que assessores de Belém estiveram com dirigentes do PSD num almoço que visou oferecer contributos para a redacção do programa dos social-democratas. A Manchete era; FERREIRA LEITE FAZ O PROGRAMA DO PSD COM CATROGA E ASSESSORES DE BELÉM

Depois de dois deputados do PS, instados pelos média, se terem manifestado no sentido que o Presidente da República se deveria pronunciar ( e tanto dava que estivesse em férias como não) sobre o assunto.
No dia 15 de Agosto 2009, em declarações ao Público, José Junqueiro e Vitalino Canas insurgiram-se contra esta situação, referindo que Belém não podia ser parte neste processo, representando uma clara interferência na campanha eleitoral.

Em face disto, o Público confrontou fontes da Presidência com estas críticas e obteve uma candura do tipo:
- Como é que eles, (José Junqueiro e Vitalino Canas), sabem que a malta colaborou com o PSD?   Estaremos sob vigilância?

Mirabolante  atoarda do pessoal da Presidência-
A eles, José Junqueiro e Vitalino Canas bastava citar o Semanário. Não necessitariam de "escutar" Belém!

O recurso à invenção da espionagem para no momento desviar o rumo do odiento para cima do governo seria mais tarde demonstrado no célebre mail publicado no DN

O certo é que em 18 de Agosto de 2009 O Público faz manchete com o seguinte título: "Presidência suspeita de estar a ser vigiada pelo Governo". A peça, assinada pela jornalista São José Almeida, cita um membro da Casa Civil do Presidente da República: "Estarão os assessores da Presidência ser vigiados?"  A desconfiança terá surgido porque foram publicadas (as tais) notícias a dar conta de que assessores do Presidente estavam a colaborar na elaboração do programa de Governo de Manuela Ferreira Leite.

José Sócrates classifica a notícia como "disparates de Verão". Belém fica em silêncio.

Depois de em 20 de Agosto de 2009  Francisco Assis do PS instar Cavaco Silva a calar os assessores que tenham levantado suspeitas sobre espionagem.

De mesmo assim se assistir ao continuado silêncio do Presidente sobre o assunto.

E depois do DN em 18 de Sertembro de 2009, nas vésperas das eleições ter despoletado a bomba demonstrando que tudo não passava de uma cabala, já com mais de um ano de incubação, com origem em Belém. publicando o seguinte Email

De: Luciano Alvarez
Enviado: quarta-feira, 23 de Abril de 2008 14:18
Para: José Tolentino Nóbrega
Assunto: Lê
Caro Tolentino
Vou fazer esta conversa por e-mail e não por telefone porque a situação é tão grave que é melhor não correr riscos de ser escutado. Como verás mais à frente nem os homens do Presidente da República arriscam a falar dela por telefone. Pode ser paranóia da parte deles, mas a verdade é que é melhor não correr riscos.
Primeira advertência: lê este mail sentado.
Secunda advertência: a história não vai ser fácil de fazer, mas se a conseguir-mos pode ser a bomba atómica.
Vamos por partes
1- Na noite de terça-feira o Fernando Lima, do PR, telefonou-me a dizer queprecisava de falar comigo hoje de manhã num local discreto. Encontramo-nos hoje às 9 h da manhã num café discreto na avenida de Roma e foi logo direito ao assunto, estava ali a falar comigo a pedido do presidente da república, que o assunto era grave e que tinha escolhido escolhido falar comigo porque me achava um jornalista séria (isto seria a dar-me graxa) e porque o acha a presidência da república que o PÚBLICO é o único jornal português que não está vendido ao poder.
2- O assunto era o seguinte (estás sentado?): o presidente da república acha queo gabinete do primeiro-ministro o anda espiar e que a prova grande disso tinha sido dada na Madeira onde o primeiro-ministro tinha enviado um tipo que trabalha para o MAI só para espiar os passos do Presidente e dos homens do seu gabinete. (mesmo que seja mentira o que não passe de uma paranóia do PR estás a ver a gravidade do facto do o presidente pensar que o PM o anda a espiar). Está a ver como estarão as relações entre eles e a opinião que o PR tem do PM)
3- Depois entregou-me um dossier sobre um Rui Paulo da Silva Figueiredo que é adjunto jurídico do PM, trabalha para o MAI, já passou pelos gabinetes de diversos ministro e, segundo o Fernando Lima, terá tentado entrar para o SIS mas chumbou.
4- Este tal Rui Paulo acompanhou a visita do PR, não se sabe como e e segundo o Lima “procurou observar”, o mais por dentro possível, os passos da visita do Presidente e o modo de funcionamento interno do satff presidencial”. Ao satff do PR terá percebido isso bastante cedo e redobrou os cuidados.
5- Estou a contactar-te porque esta história, que pode ser uma bomba ou não dar em nada, tem de começar pela Madeira com todo o cuidado e porque sei que posso contar com a tua discrição e habitual profissionalismo (isto não é graxa).
6- O Lima garantiu-me que Esta tal Rui Paulo foi colocado na mesa dos assessores do PR no jantar oferecido pelo Representante da República no Palácio da São Lourenço e foi também convidado para o jantar que o Jardim ofereceu no último dia na Quinta da Velga. Isto é verdade e facilmente confirmável.
7- O Lima sugere e eu acho bem duas perguntas para inicio do trabalho (até porque a eles também lhe interessa que isto começa na Madeira para não parecer que foi Belém que passou esta informação , mas sim alguém ligado ao Jardim)
8- Perguntas sugeridas pelo Lima: Perguntar à dr. Helena Borges, chefe do gabinete do representante da república se o conhece e se é verdade que, no jantar oferecido pelo representante no Palácio de São Lourenço ele ficou na mesa dos assessores do PR (a gente já sabe que é verdade mas vamos fingir que não sabemos) e Porque ficou ele neste mesa sem antes ser dado conhecimento ao staff do PR. 2 Pergunta: Perguntar a Paulo pereira, responsável pela informação do gabinete do Jardim, em que qualidade o tal Rui Paulo foi convidado para o jantar que Jardim ofereceu no último dia na Quinta de Veiga.
9- Agora digo eu: quem meteu este tipo na visita e em que comitiva é que ele entrou.
10- Como já te disse isto tudo pode ser paranóia dos do PR e do Lima, mas, mesmo sendo paranóia, não deixe de ser grave que o PR pense isto e que ande a passar a informação ao PÚBLICO manifestando uma grande vontade de a história vir ao público (estás a ver a bronca). Acho também que se nós conseguirmos que houve um tipo do MAI e do gabinete do PM metido à sucapa na visita do PR já é um inicio da história.
11- O Lima sugeriu-me que tratasse com ele (Lima) desta história por e-mail porque estão com medo das escutas.
12- Esta história só é do conhecimento do PR, do Lima, minha, do Zé Manuel Fernandes (que me pediu para não a contar a ninguém por enquanto, mas que eu tenho que ta contar para tu te pores em campo com o conhecimento total do que estamos a falar). Peço-te por isso toda a discrição.
13- O Lima passou-me um dossier completo sobre este Rui Paulo.
14- Eu estou de folga, vim só ao jornal tratar disto e vou para casa. Estou sem computador em casa (a minha mulher levou-mo para o trabalho). Quando acabares de ler o e-mail pudemos falar por telefone.
Um abraço e vai-te a eles

E Depois desta borrada já em 29 de Setembro ter vindo Cavaco com a seguinte proclamação à Nação:

1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.
2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.
3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.
4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.
5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.
6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: "porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses"?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.
7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.
8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: "será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?"
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.
9. Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro.
O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.
Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.
E sabendo todos que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que, sobre as suas posições, só o Presidente se pronuncia.
Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.
DISSE

Veio assim  Cavaco, tarde e a más horas, branquear o sucedido e atirar as culpas para cima dos tais
deputados do PS que teriam incomodado o Sr. Presidente nas suas férias e embrenhado que estava a estudar as centenas de diplomas em jeeps levados.
Isto sem referir nem beliscar a fonte de todo esse imbróglio.
ah! Parece que houve uma demissão de um tal Fernando Lima mas que nem isso chegou a ser.

Ora essa tal actuação do Presidente Cavaco é que eu considero um insulto.

Como insulto considerei ser a sua intervenção sobre o Estatuto dos Açores quando não utilizando as prerrogativas constitucionais para devolver o diploma à Assembleia, faz do caso uma questão pessoal entre ele e os deputados, mandando às malvas a representação institucional de todos nós que é a Presidência da República.

Com outras nuances repetiria a gracinha promulgando diplomas expressando ao mesmo tempo que era contra os mesmos sem que no entanto tivesse utilizado qualquer argumento constitucional para os devolver.
Como no caso da promulgação da Lei do Financiamento dos Partidos

Mas porque a tal "coisa" afinal não acabou uma vez as eleições consumadas, a única coisa que farei é mudar o título do Blogue  para POR QUE NÃO VOTEI EM CAVACO.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cavaco pede a autarcas que resistam à pressão dos construtores.

Isso foi no Algarve conforme notícias de 7 de Julho de 2006.

Fantástico Melga! Como se não houvesse Leis da República para cumprir. Como se não houvesse instrumentos de gestão urbanística para seguir. Como se não houvesse planeamentos de utilização do território aprovados.
A boa gestão do território dependeria (ou dependerá) então de uma maior ou menor resistência dos autarcas às pressões dos construtores.

No entanto é por demais sabida a pública e notória  dependência das autarquias em relação aos  construtores.











Entre muitos outros a isso se referia o PÚBLICO em 3 de Outubro de 2009.
Mas fala quem sabe. E se duma forma global e abstracta se pode referenciar o problema aos bons velhos tempos em que o paradigma (muito gosto eu desta palavra!) do político modelo era ser autarca, do PPD-PSD, Presidente da Junta ou da Câmara e Construtor Civil, tudo ao mesmo tempo, já no concreto se pode compreender tanto conhecimento na matéria. No PÚBLICO de hoje se informa que uma certa casa no Algarve obteve licença de construção depois de estar construída.
E se for calúnia chateiem o Público e não a mim. Estou apenas a citar!

E é por essas e por outras que não voto em Cavaco!

Cavaco critica nomeações ditadas por filiação partidária!















Fala quem sabe! Lembra-se quem tem memória.
Tempos gloriosos os da AD e do paradigmático afastamento de Soares Louro da RTP.
E dessas boas práticas, continuadas nos dez anos de Cavaquismo!

E é por essas e por outras que não voto em Cavaco!