Já em
http://porquenaovotoemcavaco.blogspot.com/2010/12/o-rei-banalidades.html
assumi que Cavaco
"Fora das suas atribuições constitucionais (algumas vezes dentro delas) e sempre que o Presidente da República se pronuncia sobre os mais diversos aspectos da vida política, social e económica do reino, tudo soa a oco desde que seja Cavaco a fazê-lo.
A cada intervenção dessas, e nalgumas das outras, o céu cai-lhe na cabeça!"
Ora acontece que o Nosso Presidente acaba de vetar, nesta leva, o primeiro diploma do Governo.
Exactamente sobre os genéricos.
E entende-se o porquê! É que já em 1990 e quando era Primeiro Ministro, Cavaco tinha legislado sobre essa mesma matéria! DL 81/90 de 12 de Março.
AH! Nessa altura não continha nada sobre a obrigatoriedade da prescrição electrónica. Mas isso não obstou a que vetasse o recente diploma.
Mas no de 1990 não consta nenhuma das razões que Cavaco invoca para vetar o mais recente.
O que ficou para a história foram as parangonas da comunicação social de que os Genéricos tinham chegado a Portugal com a consequente e milagrosa poupança, graças a quem?
- Ao Cavaco como era evidente!
É por infâmias, calúnias, mentidas e indignidades como esta que não votei em Cavaco!
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O RAMAL DA LOUSÃ E A LINHA DO TUA
“Tinham uma linha desde 1906 e agora não têm nada. É algo, muito, muito esquisito e eu compreendo as vossas preocupações”, disse Cavaco nesta terça às gentes de Coimbra
COMENTÁRIO
Bem eu sou contra o encerramento de qualquer ramal dos caminhos de ferros que se tenha consumado e/ou que venha a consumar-se. É o abandono do território, de uma infraestrutura única e o desprezo por aqueles que há cem anos tanto trabalharam para nos legar uma obra que hoje não se faria. Ou seja, a nós chegou-nos de graça e como não nos custou nada... destroi-se!
Mas, se fosse político e se me dedicasse a ter que responder a palermices sempre diria que afinal o Governo estava a dar continuidade ás "boas" práticas de Cavaco pois "no seu tempo" foi suspenso o tráfego na Linha do Sabor, Linha do Dão e troço Guimarães – Fafe, Ramal do Montijo, Ramal de Montemor e troço Pocinho – Barca de Alva na Linha do Douro e desactivada a Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe. Isto segundo os meus arquivos!
Ainda em campanha Cavaco esteve em Mirandela.
Mas não disse por lá...
- Sabem! vocês tinham uma linha desde 1887 edecetra e tal....
Ainda em campanha Cavaco esteve em Mirandela.
Mas não disse por lá...
- Sabem! vocês tinham uma linha desde 1887 edecetra e tal....
É o dizes! é que a Linha do Tua começou a ser desmantelada em 1991!
Ver http://www.alinhadotua.com/ e em
http://noticiasdonordesteopinar.blogspot.com/2011/01/insustentavel-ligeireza-da-consciencia.html
O Seguinte texto da autoria de DANIEL CONDE
A Insustentável Ligeireza da Consciência
Cavaco Silva, o candidato, deslocou-se a Mirandela às 17 horas do dia 12 de Janeiro do corrente ano (2011). Na agenda, uma visita a três fábricas da zona industrial, área que confina com o traçado da Linha do Tua no percurso entre Mirandela e Carvalhais, onde antigamente existia um ramal de mercadorias. De seguida, a agenda marcava uma visita a Macedo de Cavaleiros e jantar/comício em Bragança. (Fim da novidade)
15 de Dezembro de 1991: o troço Mirandela – Macedo de Cavaleiros é encerrado por questões de segurança. Dois dias depois, graças a um descarrilamento, o troço Macedo de Cavaleiros – Bragança, que havia ficado isolado do resto da Linha do Tua, é também encerrado. A 14 de Outubro de 1992, praticamente 10 meses depois, a CP, num acto de pirataria, levava em camiões o material circulante resguardado na estação de Bragança, defendidos por um forte dispositivo policial, e por um inexplicável corte de comunicações telefónicas na cidade. Era Primeiro-Ministro Cavaco Silva, e esta Noite do Roubo marcou o fim do genocídio ferroviário do professor e economista perpetrado entre 1987 e 1992, alcançando a soma de 860Km de caminhos-de-ferro encerrados. Destes, 185Km (21,5%) pertenciam ao distrito de Bragança.
Levei uma faixa à zona industrial de Mirandela, para receber o candidato e ex Primeiro-Ministro. Nela apus uma pergunta de retórica: “Senhor Presidente, veio de comboio?”. À chegada, o candidato, ex Primeiro-Ministro e actual Presidente da República, dirigindo-se à faixa e a mim dizia com ar de júbilo “Eu gosto muito de andar de comboio”. Confrontado ainda com um DVD do recente filme “Pare, Escute, Olhe”, totalmente devoto à História recente da Linha do Tua, e com um dossiê com todos os comunicados do Movimento Cívico pela Linha do Tua, Cavaco, o candidato, ex Primeiro-Ministro, Presidente da República, professor e economista, titubeou, e tentou contornar o incómodo falando de uma linha que afinal não é a Linha do Tua, mas sim a do Douro, e de uma barragem, sobre a qual diz não se poder pronunciar.
Para fechar com chave de ouro, em resposta a um jornalista que lhe lembrava que enquanto Primeiro-Ministro tinha sido responsável pelo encerramento de 860Km de caminhos-de-ferro em Portugal – ao que eu acrescento a consequente responsabilidade pela asfixia económico-social que daí adveio, sobretudo em Trás-os-Montes e Alto Douro e no Alentejo – Cavaco, o homem, respondeu que tem “um grande orgulho” no que fez enquanto Primeiro-Ministro, e que o país deveria partilhar desse orgulho.
Como devem dormir bem os homens sem consciência nem moral, que nunca se enganam, raramente têm dúvidas, avisam atempadamente tudo e todos sobre o futuro, e que contam com o voto do embrutecido e amnésico povo…
15 de Dezembro de 1991: o troço Mirandela – Macedo de Cavaleiros é encerrado por questões de segurança. Dois dias depois, graças a um descarrilamento, o troço Macedo de Cavaleiros – Bragança, que havia ficado isolado do resto da Linha do Tua, é também encerrado. A 14 de Outubro de 1992, praticamente 10 meses depois, a CP, num acto de pirataria, levava em camiões o material circulante resguardado na estação de Bragança, defendidos por um forte dispositivo policial, e por um inexplicável corte de comunicações telefónicas na cidade. Era Primeiro-Ministro Cavaco Silva, e esta Noite do Roubo marcou o fim do genocídio ferroviário do professor e economista perpetrado entre 1987 e 1992, alcançando a soma de 860Km de caminhos-de-ferro encerrados. Destes, 185Km (21,5%) pertenciam ao distrito de Bragança.
Levei uma faixa à zona industrial de Mirandela, para receber o candidato e ex Primeiro-Ministro. Nela apus uma pergunta de retórica: “Senhor Presidente, veio de comboio?”. À chegada, o candidato, ex Primeiro-Ministro e actual Presidente da República, dirigindo-se à faixa e a mim dizia com ar de júbilo “Eu gosto muito de andar de comboio”. Confrontado ainda com um DVD do recente filme “Pare, Escute, Olhe”, totalmente devoto à História recente da Linha do Tua, e com um dossiê com todos os comunicados do Movimento Cívico pela Linha do Tua, Cavaco, o candidato, ex Primeiro-Ministro, Presidente da República, professor e economista, titubeou, e tentou contornar o incómodo falando de uma linha que afinal não é a Linha do Tua, mas sim a do Douro, e de uma barragem, sobre a qual diz não se poder pronunciar.
Para fechar com chave de ouro, em resposta a um jornalista que lhe lembrava que enquanto Primeiro-Ministro tinha sido responsável pelo encerramento de 860Km de caminhos-de-ferro em Portugal – ao que eu acrescento a consequente responsabilidade pela asfixia económico-social que daí adveio, sobretudo em Trás-os-Montes e Alto Douro e no Alentejo – Cavaco, o homem, respondeu que tem “um grande orgulho” no que fez enquanto Primeiro-Ministro, e que o país deveria partilhar desse orgulho.
Como devem dormir bem os homens sem consciência nem moral, que nunca se enganam, raramente têm dúvidas, avisam atempadamente tudo e todos sobre o futuro, e que contam com o voto do embrutecido e amnésico povo…
FIM DO TEXTO
Clicar e ver EU ADORO ANDAR DE COMBOIO
Ora é por essas e por outras que não voto em Cavaco!
Clicar e ver EU ADORO ANDAR DE COMBOIO
Ora é por essas e por outras que não voto em Cavaco!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
MAIS MEDÍOCRES, MENOS MEDÍOCRES
"Pensem bem o que significar alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, aqueles que são menos sérios, o poder de decisão? E os custos são suportados por vós, suportados por todos os portugueses", Disse Cavaco em Vila do Conde no passado dia 15 ver
Talvez que o país não caísse dobrado para o litoral com o peso do betão e cimento armado.
Talvez que a "Paisagem" tivesse esbatido o centralismo de Lisboa.
Talvez que o dinheiro gasto nas rodovias que põem Lisboa no Guiness, tivesse sido distribuído pela "província"!
Talvez que o "paradigma" não fosse o compadrio, o chico-espertismo, o clientelismo!
Talvez que o interior não estivesse tão abandonado!
Talvez que o peso do Estado e o déficit externo não fossem o que são hoje.
Talvez que Portugal tivesse encontrado um rumo e tivesse aproveitado os seus recursos.
Talvez que Portugal não tivesse assente a sua economia na dependência do exterior.
Tudo custos que vão sendo suportados por todos nós.
Quem é que então nos falava do futuro? Mas o futuro de então já foi ontem e o resultado é muito menos que medíocre!
Hoje o futuro é amanhã e eu não acredito que me possa ser garantido por quem, não por desonestidade mas por mera mediocridade, já me comprometeu esse futuro no passado!
Aqui lembro aquele azulejo de taberna. "AMANHÃ FIA-SE"
Desde que ganhou as primeiras eleições, sempre Cavaco nos foi hipotecando e adiando o futuro!
Vou tentar que não o faça de novo e por isso não voto nele!
COMENTÁRIO
Ora até que enfim!
De tantas que diz, Cavaco sincronizou com a minha consciência!
Em primeiro lugar a minha quarta classe já é suficiente para compreender o português básico.
Depois acontece que eu sempre pensei assim!
E por isso tenho imensa mágoa que não tivéssemos tido dirigentes "menos medíocres" durante todo o tempo.
Principalmente desde os primórdios da nossa entrada na CEE. Com outra visão do futuro.
Talvez que as nossas pescas não tivessem sido desmanteladas.
Talvez que a nossa agricultura não tivesse sido abandonada.
Talvez que a nossa marinha mercante tivesse singrado.Talvez que o país não caísse dobrado para o litoral com o peso do betão e cimento armado.
Talvez que a "Paisagem" tivesse esbatido o centralismo de Lisboa.
Talvez que o dinheiro gasto nas rodovias que põem Lisboa no Guiness, tivesse sido distribuído pela "província"!
Talvez que o "paradigma" não fosse o compadrio, o chico-espertismo, o clientelismo!
Talvez que o interior não estivesse tão abandonado!
Talvez que o peso do Estado e o déficit externo não fossem o que são hoje.
Talvez que Portugal tivesse encontrado um rumo e tivesse aproveitado os seus recursos.
Talvez que Portugal não tivesse assente a sua economia na dependência do exterior.
Tudo custos que vão sendo suportados por todos nós.
Quem é que então nos falava do futuro? Mas o futuro de então já foi ontem e o resultado é muito menos que medíocre!
Hoje o futuro é amanhã e eu não acredito que me possa ser garantido por quem, não por desonestidade mas por mera mediocridade, já me comprometeu esse futuro no passado!
Aqui lembro aquele azulejo de taberna. "AMANHÃ FIA-SE"
Desde que ganhou as primeiras eleições, sempre Cavaco nos foi hipotecando e adiando o futuro!
Vou tentar que não o faça de novo e por isso não voto nele!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
CAMPANHA ELEITORAL
Curioso é verificar que afinal e principalmente as lucubrações propagandísticas de Cavaco nesta campanha não incidem no âmbito daquilo que é da competência e da função do Presidente da República conforme consta na Constituição.
São contínuos ataques em áreas da exclusiva responsabilidade do Governo e até sobre a qualidade deste.
E não vou aqui citar exemplos por demais. Está tudo na comunicação social.
Apenas quero chegar a uma conclusão. Não tendo o Presidente da República qualquer interferência na gestão governativa e dizendo tão mal do governo, Cavaco teria uma possibilidade de fazer melhor. Mas teria que o propor noutras eleições e não nesta. Teria que concorrer ás Legislativas.
Não o fazendo e sendo o Governo assim tão mau, como Presidente da República e para ser coerente só tem que o demitir. Só precisa de ser eleito. Então terá poderes para tal.
Ou seja votar agora em Cavaco significa, se a lógica não é uma batata, votar a queda do governo e em novas eleições para fazer o jeito ao coelho!
Depois parafrasearei o Engraciano (para quem Cavaco não passaria de contrafacção)
- Eu não vos avisei!!!!
E é por essas e por outras que não voto em Cavaco!
NOTA
Engraciano. Figura típica de Afife que numa reunião da Assembleia do Casino e quando um determinado associado pediu da palavra, advertiu a Assembleia:
- Vai sair asneira!
E quando esse mesmo associado terminou a sua intervenção, propalou triunfante.
- Eu não vos disse?
São contínuos ataques em áreas da exclusiva responsabilidade do Governo e até sobre a qualidade deste.
E não vou aqui citar exemplos por demais. Está tudo na comunicação social.
Apenas quero chegar a uma conclusão. Não tendo o Presidente da República qualquer interferência na gestão governativa e dizendo tão mal do governo, Cavaco teria uma possibilidade de fazer melhor. Mas teria que o propor noutras eleições e não nesta. Teria que concorrer ás Legislativas.
Não o fazendo e sendo o Governo assim tão mau, como Presidente da República e para ser coerente só tem que o demitir. Só precisa de ser eleito. Então terá poderes para tal.
Ou seja votar agora em Cavaco significa, se a lógica não é uma batata, votar a queda do governo e em novas eleições para fazer o jeito ao coelho!
Depois parafrasearei o Engraciano (para quem Cavaco não passaria de contrafacção)
- Eu não vos avisei!!!!
E é por essas e por outras que não voto em Cavaco!
NOTA
Engraciano. Figura típica de Afife que numa reunião da Assembleia do Casino e quando um determinado associado pediu da palavra, advertiu a Assembleia:
- Vai sair asneira!
E quando esse mesmo associado terminou a sua intervenção, propalou triunfante.
- Eu não vos disse?
OS AVISOS DE CAVACO
Cavaco: «Escrevi há sete anos o que está a acontecer hoje»
Presidente da República publicou «Dores de Cabeça» em Maio de 2003, no qual alertou para o endividamento externo. Chama-se «Dores de Cabeça», foi escrito há sete anos mas podia ter sido hoje. A autoria é do Presidente da República e nele Cavaco Silva diz descrever «aquilo que está a acontecer hoje» na economia nacional.
«Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado «Dores de Cabeça», escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal», disse Cavaco Silva aos jornalistas, na Argentina, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana.
No artigo, Cavaco refere-se ao endividamento «sem limites», defendendo que «no médio ou longo prazo, um défice continuado das contas externas acaba por manifestar-se sob a forma de aumento do prémio de risco, racionamento do crédito ou transferência de activos das mãos nacionais para as mãos estrangeiras».
O discurso foi proferido numa conferência de homenagem a José Silva Lopes, e o texto foi um claro aviso à navegação do Governo de Durão Barroso e à ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. E o aviso é simples: «A despesa das famílias, das empresas e do Estado tem de ser contida», mesmo estando num espaço monetário unificado, como é o caso de Portugal.
Porque um «excesso de despesa interna (...) traduz-se num aumento do endividamento para com o exterior e, consequentemente, num aumento dos juros a pagar no futuro ao estrangeiro».
Unquote
O «Jornal de Negócios» republicou o texto lido na conferência de homenagem a Silva Lopes, em Maio de 2003. Leia aqui o artigo na íntegra
«Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado «Dores de Cabeça», escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal», disse Cavaco Silva aos jornalistas, na Argentina, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana.
No artigo, Cavaco refere-se ao endividamento «sem limites», defendendo que «no médio ou longo prazo, um défice continuado das contas externas acaba por manifestar-se sob a forma de aumento do prémio de risco, racionamento do crédito ou transferência de activos das mãos nacionais para as mãos estrangeiras».
O discurso foi proferido numa conferência de homenagem a José Silva Lopes, e o texto foi um claro aviso à navegação do Governo de Durão Barroso e à ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. E o aviso é simples: «A despesa das famílias, das empresas e do Estado tem de ser contida», mesmo estando num espaço monetário unificado, como é o caso de Portugal.
Porque um «excesso de despesa interna (...) traduz-se num aumento do endividamento para com o exterior e, consequentemente, num aumento dos juros a pagar no futuro ao estrangeiro».
Unquote
O «Jornal de Negócios» republicou o texto lido na conferência de homenagem a Silva Lopes, em Maio de 2003. Leia aqui o artigo na íntegra
COMENTÁRIO
Cum diabo! Cavaco quedou-se em 2003 para referenciar os tais avisos. É pena que não recue mais um pouco e não invoque os avisos de todos aqueles economistas e não só, que nos preliminares e entradas na CEE alertaram para o facto de o país não estar estruturado nem preparado para o impacto que essa entrada traria à nossa economia com o consequente aumento do nosso déficit externo pela incapacidade de controlar as importações e competitividade do nosso aparelho produtivo e paralelo aumento do peso do estado na nossa economia. Defendiam então os especialistas que muitas e profundas reformas teriam que ser feitas. O curioso é que alguém assumiu a realização de tais reformas. Todas ou quase todas teriam sido feitas numa década.
Mas uma vez na CEE consultem as estatísticas e vejam quem mais engordou o Estado, desde quando acelerámos o nosso déficit externo e desde quando se assistiu ao desmantelamento do aproveitamento dos nossos recursos endógenos e a troco de quê.
A hoje trazidos e a esta situação chegados, que reformas foram essas se é que as houve e se as houve de que valor para chegar ao que chegamos!
Mas uma vez na CEE consultem as estatísticas e vejam quem mais engordou o Estado, desde quando acelerámos o nosso déficit externo e desde quando se assistiu ao desmantelamento do aproveitamento dos nossos recursos endógenos e a troco de quê.
A hoje trazidos e a esta situação chegados, que reformas foram essas se é que as houve e se as houve de que valor para chegar ao que chegamos!
Mas disso e muito antes de Cavaco, já tínhamos sido avisados!
É por essas e por outras que não voto em Cavaco!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
"para serem mais honestos do que eu, têm que nascer duas vezes"
Afirmou Cavaco no último 23 do ano passado.
Eu cá por mim já conheço dois que estão em posição de se enquadrarem na condição imposta pelo Professor.
Um sou eu próprio que apenas espero morrer e reencarnar!
O outro é António Oliveira Salazar que me leva a palma pois só lhe falta reencarnar. Coisa de que muitos estão à espera que lhe aconteça e outros com pena de que lhes não aconteça.
Ora do que se trata é da honestidade política e intelectual. Salazar sempre foi pobrezinho e sei bem do resultado!
E logo à partida quem é honesto escusa de protestar dessa maneira. A isso se chama desonestidade intelectual e achincalhamento do semelhante.
Ora Cavaco nunca assumiu a sua cota parte na construção do Portugal que temos hoje e tudo o que de mau nos chegou ele (segundo ele) nada tem a ver com isso! BPN incluído. Mesmo que seja uma instituição integrada no universo dos seus conceitos económicos e financeiros, criada por seus correligionários e da qual tirou proventos políticos e financeiros. Aliás no descalabro desse mundo atira agora as culpas à actual gestão do BPN branqueando os responsáveis mantendo-os na sua órbita apesar de indiciados por tal descalabro. E isto em si mesmo já é uma atitude desonesta!
É por essas e por outras que não voto em Cavaco!
António Alves Barros Lopes
Afife
Eu cá por mim já conheço dois que estão em posição de se enquadrarem na condição imposta pelo Professor.
Um sou eu próprio que apenas espero morrer e reencarnar!
O outro é António Oliveira Salazar que me leva a palma pois só lhe falta reencarnar. Coisa de que muitos estão à espera que lhe aconteça e outros com pena de que lhes não aconteça.
Ora do que se trata é da honestidade política e intelectual. Salazar sempre foi pobrezinho e sei bem do resultado!
E logo à partida quem é honesto escusa de protestar dessa maneira. A isso se chama desonestidade intelectual e achincalhamento do semelhante.
Ora Cavaco nunca assumiu a sua cota parte na construção do Portugal que temos hoje e tudo o que de mau nos chegou ele (segundo ele) nada tem a ver com isso! BPN incluído. Mesmo que seja uma instituição integrada no universo dos seus conceitos económicos e financeiros, criada por seus correligionários e da qual tirou proventos políticos e financeiros. Aliás no descalabro desse mundo atira agora as culpas à actual gestão do BPN branqueando os responsáveis mantendo-os na sua órbita apesar de indiciados por tal descalabro. E isto em si mesmo já é uma atitude desonesta!
É por essas e por outras que não voto em Cavaco!
António Alves Barros Lopes
Afife
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
AH! O MAR, AS PESCAS, O OCEANO!
Cavaco desvaloriza TGV e aconselha aposta no mar
Carlos Caldeira21/09/10 11:10 em
Cavaco quer Portugal virado para o mar.
O Presidente da República mostrou-se preocupado com o "alheamento de Portugal relativamente à exploração do mar".
Cavaco Silva chamou hoje a atenção para o facto de Portugal ser um país marítimo, mas que "não consegue ver o mar como um importante recurso, criador de rendimento e riqueza". O Presidente falava na sessão de abertura do "Congresso Portos e Transportes Marítimos", promovido pela Associação Comercial de Lisboa, no Centro de Congressos da FIL.
"Espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro", afirmou o Presidente da República.
Cavaco Silva mostrou-se "inquieto" pelo "alheamento de Portugal relativamente à exploração do mar", realçando que tem "insistido na ideia de que o mar deve tornar-se uma verdadeira prioridade da agenda da agenda política nacional".
E alertou: "um país que não consegue explorar sustentavelmente os seus recursos naturais é um país que tem um futuro limitado e que se arrisca a acabar por ver esses recursos serem explorados por terceiros".
O Presidente da República realçou que, de acordo com estudos efectuados pela Comissão Europeia, nos sectores marítimos tradicionais, isto é, nos transportes, portos e construção naval, Portugal gera um valor que é mais de três vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica, um país que tem apenas 98 quilómetros de costa e gera, igualmente, três vezes menos emprego do que a Grécia.
Mas, Cavaco Silva reforçou que não pode existir um ‘cluster' do mar em Portugal se, no seu núcleo, "não existir um forte sector portuário e de transportes marítimos", realçando que "por incrível que pareça, Portugal chegou a um ponto em que, descontando o tráfego com as ilhas, deixou de possuir uma frota de marinha mercante".
UnquoteCavaco Silva chamou hoje a atenção para o facto de Portugal ser um país marítimo, mas que "não consegue ver o mar como um importante recurso, criador de rendimento e riqueza". O Presidente falava na sessão de abertura do "Congresso Portos e Transportes Marítimos", promovido pela Associação Comercial de Lisboa, no Centro de Congressos da FIL.
"Espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro", afirmou o Presidente da República.
Cavaco Silva mostrou-se "inquieto" pelo "alheamento de Portugal relativamente à exploração do mar", realçando que tem "insistido na ideia de que o mar deve tornar-se uma verdadeira prioridade da agenda da agenda política nacional".
E alertou: "um país que não consegue explorar sustentavelmente os seus recursos naturais é um país que tem um futuro limitado e que se arrisca a acabar por ver esses recursos serem explorados por terceiros".
O Presidente da República realçou que, de acordo com estudos efectuados pela Comissão Europeia, nos sectores marítimos tradicionais, isto é, nos transportes, portos e construção naval, Portugal gera um valor que é mais de três vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica, um país que tem apenas 98 quilómetros de costa e gera, igualmente, três vezes menos emprego do que a Grécia.
Mas, Cavaco Silva reforçou que não pode existir um ‘cluster' do mar em Portugal se, no seu núcleo, "não existir um forte sector portuário e de transportes marítimos", realçando que "por incrível que pareça, Portugal chegou a um ponto em que, descontando o tráfego com as ilhas, deixou de possuir uma frota de marinha mercante".
Sobre o mesmo assunto enviei em 25 de Outubro de 2010 ao Semanário Expresso cartas@expresso.impresa.pt o seguinte mail.
Meus Senhores
Na Revista Única deste último 23 de Outubro há dois títulos deveras complementares;
"O mar: uma prioridade nacional", pag. 22, de Anibal Cavaco Silva e.
" Que grande lata", Pag.58, de Alexandra Simões de Abreu
Ora foi Saramago que melhor sintetizou Cavaco. - O rei das banalidades!
E pergunto;
- Porque é que Cavaco não se lembrou disso, do mar, enquanto Primeiro Ministro?
Sobre este mesmo assunto ver um texto de Gonçalo Fagundes Meira publicado na A AURORA DO LIMA em 22 último.
Quote
"O ABANDONO DO MAR
Cavaco Silva, o nosso Presidente, anda preocupado com a forma como desprezamos o mar e demonstramos não saber explorar os seus recursos. É uma preocupação que se compreende e aplaude. O imenso mar de que dispomos - uma superfície de cerca de 1.683.000 km2 – desde que convenientemente explorado, no domínio dos transportes, recursos alimentares e energéticos e matérias-primas, podia proporcionar-nos vantagens económicas de vulto, tanto mais que somos um país profundamente carecido de riquezas naturais.
O Senhor Presidente da República afirmou recentemente, no congresso sobre portos e transportes marítimos, organizado pela Associação Comercial de Lisboa que, de acordo com estudos efectuados pela comissão europeia, os sectores marítimos tradicionais portugueses, isto é, os transportes, portos e construção naval geram um valor que é mais de três vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica, um país que tem apenas 98km de costa. A Espanha, outro exemplo, no seu cluster marítimo gera sete vezes mais valor do que Portugal; e a Dinamarca, um país de população inferior à nossa, produz seis vezes mais valor e três vezes mais emprego nos sectores marítimos.
Nenhum cidadão minimamente informado desconhece que, irresponsavelmente, o mar, desde há muito tempo, deixou de ser prioridade para quem nos governa. O desvario começou nos anos 1970 e nunca mais parou. E Cavaco Silva também nos governou durante 10 longos anos (1985/1995). E no seu extenso período de governação a prioridade também não foi para o mar. Com ele como primeiro-ministro o país esteve submetido à política do betão. Era ver o seu ministro das obras públicas, o senhor Ferreira do Amaral, sempre azafamado, a pagar fortunas aos empreiteiros para concluir atempadamente, ou antecipar, auto-estradas, no sentido de promover folclóricas inaugurações, que alimentavam uma falsa modernidade do país, a denominada economia de sucesso. No tempo de Cavaco Silva o mar foi tão ou mais esquecido que na vigência de outros governos. No tempo de Cavaco Silva o que estava a dar era o novo-riquismo, com a promoção desenfreada do consumismo e da aposta na bolsa, a política do betão do Senhor Ferreira do Amaral e a política da eucaliptização do Senhor Mira Amaral, o governante que nos falava do eucalipto como sendo o nosso petróleo verde.
O que alguma gente pensa é que todos temos memória curta. Em 1993, já nos estertores do cavaquismo, os trabalhadores da indústria naval, a partir de um estudo do seu grupo técnico, no qual também estive inserido, denunciavam a política suicida de completo abandono do mar, por parte dos sucessivos governos, com grande destaque para o de Cavaco Silva. Afirmava-se então que, nos últimos quinze anos, Portugal tinha perdido mais de 50% da sua frota mercante. Àquela data, Portugal dispunha apenas de 62 navios, 45 deles com mais de 10 anos e 17 com mais de 20. Por outro lado, o país tinha dispendido em fretes e afretamentos, só no período 1981/1989, cerca de 700 milhões de contos (3.500 milhões de euros). Entretanto, no período 1979/1993, a indústria naval portuguesa já tinha perdido mais de 15.000 postos de trabalho, com os estaleiros a fecharem portas, especialmente na região de Setúbal, ou a reduzir efectivos, por falta de encomendas de navios.
Mas se as políticas adoptadas em relação ao transporte marítimo e à frota mercante foram desastradas, não o foram menos para outros sectores da actividade marítima. No domínio das pescas, assistiu-se a uma capitulação vergonhosa perante as exigências da Comunidade Económica Europeia, com o abate de barcos, muitos deles em excelente estado de operacionalidade, embarcações dotadas de condições para pescar no mar durante largos dias, a troco de algum dinheiro, que foi importante para alguns pescadores em idade avançada, mas que atirou com muitos outros para situações de grande precariedade, e reduziu brutalmente as quantidades de peixe pescado. Alguns números ilustram bem esta evidência. Na década 1990/2000, já com o slogan da economia de sucesso a esboroar-se, o nosso volume de pesca passou de 319.000 toneladas para 150.000, a frota pesqueira reduziu-se de 16.000 embarcações para 10.750 e o número de pescadores matriculados diminuiu, no mesmo período, de 41.000 para 25.000. Ainda durante esta década, a indústria conserveira viu a sua capacidade de produção reduzida em mais de 60%.
O ditado é velho: contra factos não há argumentos. Basta alguma informação, não muito exaustiva, para por a nu a política funesta que foi praticada em relação ao mar em Portugal, por toda esta gente que nos governou. Indiferentes aos protestos daqueles que apenas pretendiam trabalhar e defender a economia do país, eles foram-se encarregando de, em boa medida, anular áreas económicas (o mar, a agricultura, a industria, etc.) fundamentais para a nossa independência em relação ao exterior.
O Presidente da República não foi eleito com o meu voto, nem o receberá quando de novo se candidatar. Tenho, no entanto, o conveniente respeito pela função que vem desempenhando e pelo seu trabalho, que, salvo em algumas situações pontuais, se tem pautado pelo equilíbrio e pela sobriedade. Era bom, porém, que não escamoteasse responsabilidades em relação à situação de desastre e penúria com que o país se defronta e a opções que não foram feitas. Fica-lhe bem incentivar e alertar para os prejuízos que resultam do nosso abandono do mar, tal como aconteceu com outros segmentos da nossa economia, mas, ao mesmo tempo, não deve esquecer os crimes de governação que foram cometidos, em relação aos quais não está imune.
Caixas
“Nenhum cidadão minimamente informado desconhece que, irresponsavelmente, o mar, desde há muito tempo, deixou de ser prioridade para quem nos governa. O desvario começou nos anos 1970 e nunca mais parou”
“No tempo de Cavaco Silva o mar foi tão ou mais esquecido que na vigência de outros governos”
“No período 1979/1993, a indústria naval portuguesa já tinha perdido mais de 15.000 postos de trabalho”
“Na década 1990/2000, já com o slogan da economia de sucesso a esboroar-se, o nosso volume de pesca passou de 319.000 toneladas para 150.000, a frota pesqueira reduziu-se de 16.000 embarcações para 10.750 e o número de pescadores matriculados diminuiu, no mesmo período, de 41.000 para 25.000”
UnquoteOu seja certas intervenções mesmo vindas do Nosso Presidente da República sabem a oco desde que proferidas por Aníbal Cavaco Silva.
Cumprimentos
António Alves Barros Lopes
Afife
COMENTÁRIO
Por que raio é que hei-de votar em Cavaco ?
O GRANDE MISTIFICADOR
Eis aqui um texto publicado na A AURORA DO LIMA em 13 de Janeiro de 2006 que serve para chegar lá.
Qualquer semelhança com os dias de hoje não é coincidência
O Grande Mistificador.
Não! Não se trata de uma qualquer obra de Dali. Se o fosse, no surreal, seria uma obra de arte. Mas como tudo se passa no real é apenas tosco. Uma coisa mais no estilo Pedro Macau.
Isto a propósito, embora assim não pareça, de três notícias vindas a público nestes últimos dias.
- Que a população portuguesa se concentra cada vez mais no litoral do país.
- Que, devido ao despovoamento, a desertificação ameaça já um terço do território nacional.
- Que o mundo rural vai receber, da União Europeia, 7 980 milhões de Euros (mil e seiscentos milhões de contos!) entre 2007 e 2013, para financiamento de programas de desenvolvimento rural e da agricultura propriamente dita.
Ora o descalabro do Ordenamento do nosso País não é de agora nem é coisa que não tivesse sido prevista e para o qual não tivessem alertado observadores e especialistas aquando da nossa adesão à CEE. Mesmo antes e durante. Basta-me citar o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles para nele personalizar todos aqueles que sempre se manifestaram para a necessidade de enquadrar os favores desta nova era, em grandes objectivos nacionais.
Mas aquando da organização territorial e para “sacar” os dinheiros da CEE – ditos fundos estruturais e de coesão – prevaleceu o velho conceito de que Portugal é Lisboa e o Resto Paisagem.
Os fundos comunitários destinavam-se a puxar pelas regiões mais atrasadas e conseguir a coesão entre todo o território. E no acesso a esse auxílio financeiro o principal critério para se considerar uma região habilitada ao objectivo n.º1 dos fundos estruturais era de que essa região não tivesse atingido o tecto de 75% da média europeia medida em termos do Produto Interno Bruto per capita.
Assim sendo a única região do país que à data já tinha atingido esse patamar era precisamente a região da Grande Lisboa o que, por si só, a deixava já de fora dos apoios referentes a esse objectivo nº.1. Lembremo-nos que estamos a falar de 1985/1986 data da nossa entrada na CEE e lembremo-nos de qual o ciclo político que se iniciou nessa mesma data.
Já então e no dia 2 de Janeiro de 1986, o DIÁRIO DE LISBOA dizia em letras garrafais:
“CEE: ACTO DE FÉ – O barco já está a andar, falta saber para onde”
De facto era tudo uma questão de rumo. Tínhamos timoneiro ( dizia-se!) Os fundos da CEE iriam entrar ás “pazadas” e a estabilidade política foi garantida a partir daí, com duas maiorias absolutas consecutivas.
-Então o que é que correu mal?
Voltemos a Lisboa. Dado que a região por si só já não justificava o acesso aos tais fundos de coesão os nossos exemplares estrategos tiveram uma ideia genial. Resolveram criar a Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT) compreendendo o Distrito de Lisboa, o Distrito de Santarém quase todo, cerca de metade do distrito de Setúbal e cerca de um terço do Distrito de Leiria.
– Sabem porquê?
- Porque como os índices dessas regiões eram de tal forma abaixo dos tais 75%, fizeram baixar o da novel região na sua globalidade permitindo a Lisboa ter acesso a fundos que não teria se considerada isolada. Ou seja meteram Lisboa com o seu avanço no mesmo saco dos Concelhos periféricos mais carenciados. Digam lá se não foi brilhante a ideia.
– Sabem o que aconteceu??
- Nos anos subsequentes Lisboa acabou por beneficiar de um caudal de investimentos – num escalão ao qual não deveria ter acesso - ainda por cima canalizados de uma forma desproporcional e em detrimento das restantes sub-regiões. - Sabem o que aconteceu?
- A Grande Lisboa andou de tal forma para a frente que aí o índice do PIB per capita se afastou dos tais 75% e pesou de tal maneira no conjunto que o próprio índice global da RLVT subiu acima desses mesmos 75%. E se tudo ficasse na mesma, a Região já não teria acesso aos tais fundos do 1º Objectivo, nos novos quadros comunitários de apoio. O que deixaria de fora as sub-regiões periféricas discriminadas e que foram ficando para trás.
– Sabem o que aconteceu???
- Os tais estrategos, em 2002, extinguiram a Região de Lisboa e Vale do Tejo e os municípios inicialmente integrantes nesta, foram distribuídos pela Região Centro e o Alentejo, para que, os Concelhos que dentro da tal RLVT serviram de capacho ao desenvolvimento Lisboeta, continuassem a receber os tais apoios ao nível do 1º Objectivo.
Digam lá que não foi brilhante. Esperteza saloia elevada à condição de Estratégia de Estado diria eu! Mas tais cabeças iluminadas ainda hoje se consideram os maiores.
Alarmam-se agora com todos os desequilíbrios estruturais de que Portugal sofre como se não houvesse responsáveis. Os tais fundos de coesão foram utilizados precisa e deliberadamente em sentido contrário.
Isto tudo a propósito da candidatura Cavaco Silva à Presidência da República em cuja campanha este, por vezes diversas, se tem enfadado com o avivar das memórias argumentando que o que interessa é a acção futura. Ora ao contrário daquilo que pretende, o passado conta pois quando nos apresentamos a um cargo pedem-nos o currículo.
E o que é que Cavaco deixou depois de duas maiorias absolutas?
Um país deliberadamente desequilibrado ( repito, deliberadamente desequilibrado) em resultado das medidas estruturais irreversíveis tomadas precisamente a partir de 1986, quando os fundos de coesão ( coesão linda palavra) entravam a rodos e quando, precisamente, teria sido possível conduzir os investimentos no sentido de equilibrar o País como um todo. Mas, ao contrário, os fundos de coesão foram utilizados para aumentar as assimetrias. O resultado está à vista.
- Quem era o timoneiro???
- Que ideia tinha do País???
- O que é que mudou de lá para cá.???
O Exmo. Sr. Prof. Aníbal Cavaco Silva já há dez anos se distanciou dos partidos ( pelo menos do seu/dele abandonando-o à derrota eleitoral depois de duas maiorias absolutas) e concorreu, com todo o seu curriculum político, à presidência da República julgando que era trigo limpo. Perdeu!
A prova de que o que o movia (move) não era (é) uma ideia para Portugal, mas apenas a necessidade pessoal de colocar a cereja em cima do bolo de uma carreira política que julga brilhante, foi o facto de cinco anos passados não se ter recandidatado. Sabia que era para perder. Mandou para a fogueira o Ferreira do Amaral que lhe fez o frete.
Afinal, passados dez anos, o que é que mudou para, desta vez, votarmos em Cavaco? - Nada!
A não ser a visão concreta do ponto de chegada do tal destino que, em 1986, para o DIÀRIO DE LISBOA ( e não só) era desconhecido.
A não ser a certeza de que o que sobrou; do regabofe, das vacas gordas, do oásis, das enxurradas dos dinheiros da CEE, dos tempos gloriosos do Cavaquismo, foi um país vergado pelo peso do betão e cimento armado, das ICs, das IPs, das Vias de cintura internas, intermédias e externas, a resvalar para o Atlântico, com um terço do território a ficar desertificado e o resto à deriva.
Numa das suas intervenções televisivas Cavaco invocou, em seu abono, Jacques Delors.
É pena que de facto Jaques Delors não esteja presente para se aperceber o que é que se fez com o dinheirinho que disponibilizou a Portugal. Esse senhor veio a Portugal em Outubro de 1988 dar um recado exigindo equilíbrio entre o mundo rural e o Urbano. – Sabem a quem?
Precisamente ao primeiro ministro Cavaco Silva.
– Sabem o que, à data, a propagando cavaquista espalhava aos quatros ventos?
- “Não faltará apoio para desenvolver as regiões” (sic).
E que no imediato só para no plano integrado do desenvolvimento do Norte do Alentejo os custos ultrapassariam os 24 milhões de contos. Voltando ao início deste texto é caso para perguntar qual foi o destino das verbas disponibilizadas pelo amigo Delors. Essas e as outras.
Um dia será feita a história da oportunidade perdida como o foram os tempos da pimenta da Índia, do ouro do Brasil, da exploração colonial e/ou das remessas dos emigrantes.
Até lá, saudações democráticas e se vislumbrarem razões para tal, votem em Cavaco!
Pela minha parte e não sei bem porquê, (vejam lá!) a única coisa que me vem à ideia é aquele velho aforismo Espanhol ( no mínimo Castelhano).
- Era um tipo tão pequeno, tão pequeno, que não lhe cabia a menor dúvida!
António Alves Barros Lopes
Afife – Janeiro de 2006
Qualquer semelhança com os dias de hoje não é coincidência
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