terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MAIS MEDÍOCRES, MENOS MEDÍOCRES

"Pensem bem o que significar alhear, deixar àqueles que são mais medíocres, àqueles que têm menos conhecimentos e capacidades, aqueles que são menos sérios, o poder de decisão? E os custos são suportados por vós, suportados por todos os portugueses", Disse Cavaco em Vila do Conde no passado dia 15 ver
COMENTÁRIO
Ora até que enfim!
De tantas que diz, Cavaco sincronizou com a minha consciência!
Em primeiro lugar a minha quarta classe já é suficiente para compreender o português básico.
Depois acontece que eu sempre pensei assim!
E por isso tenho imensa mágoa que não tivéssemos tido dirigentes "menos medíocres" durante todo o tempo.
Principalmente desde os primórdios da nossa entrada na CEE. Com outra visão do futuro.
Talvez que as nossas pescas não tivessem sido desmanteladas.
Talvez que a nossa agricultura não tivesse sido abandonada.
Talvez que a nossa marinha mercante tivesse singrado.
Talvez que o país não caísse dobrado para o litoral com o peso do betão e cimento armado.
Talvez que a "Paisagem" tivesse esbatido o centralismo de Lisboa.
Talvez que o dinheiro gasto nas rodovias que põem Lisboa no Guiness, tivesse sido distribuído pela "província"!
Talvez que o "paradigma" não fosse o compadrio, o chico-espertismo, o clientelismo!
Talvez que o interior não estivesse tão abandonado!
Talvez que o peso do Estado e o déficit externo não fossem o que são hoje.
Talvez que Portugal tivesse encontrado um rumo e tivesse aproveitado os seus recursos.
Talvez que Portugal não tivesse assente a sua economia na dependência do exterior.
Tudo custos que vão sendo suportados por todos nós.
Quem é que então nos falava do futuro? Mas o futuro de então já foi ontem e o resultado é muito menos que medíocre!
Hoje o futuro é amanhã e eu não acredito que me possa ser garantido por quem, não por desonestidade mas por mera mediocridade, já me comprometeu esse futuro no passado!

Aqui lembro aquele azulejo de taberna. "AMANHÃ FIA-SE"
Desde que ganhou as primeiras eleições, sempre Cavaco nos foi hipotecando e adiando  o futuro!

Vou tentar que não o faça de novo e por isso não voto nele!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CAMPANHA ELEITORAL

Curioso é verificar que afinal e principalmente as lucubrações propagandísticas de Cavaco nesta campanha não incidem no âmbito daquilo que é da competência e da função do Presidente da República conforme consta na Constituição.
São contínuos ataques em áreas da exclusiva responsabilidade do Governo e até sobre a qualidade deste.
E não vou aqui citar exemplos por demais. Está tudo na comunicação social.
Apenas quero chegar a uma conclusão. Não tendo o Presidente da República qualquer interferência na gestão governativa e dizendo tão mal do governo, Cavaco teria uma possibilidade de fazer melhor. Mas teria que o propor noutras eleições e não nesta. Teria que concorrer ás Legislativas.
Não o fazendo e sendo o Governo assim tão mau, como Presidente da República e para ser coerente só tem que o demitir. Só precisa de ser eleito. Então terá poderes para tal.

Ou seja votar agora em Cavaco significa, se a lógica não é uma batata, votar a queda do governo e em novas eleições para fazer o jeito ao coelho!
Depois parafrasearei o Engraciano (para quem Cavaco não passaria de contrafacção)

- Eu não vos avisei!!!!

E é por essas e por outras que não voto em Cavaco!

NOTA
Engraciano. Figura típica de Afife que numa reunião da Assembleia do Casino e quando um determinado associado pediu da palavra, advertiu a Assembleia:

- Vai sair asneira!

E quando esse mesmo associado terminou  a sua intervenção, propalou triunfante.

- Eu não vos disse?

OUTRA EM VIANA DO CASTELO 14 de Janeiro de 2011

"DEVIAM VOLTAR A ENCARAR A POSSIBILIDADE DE SE CRIAR UM MINISTÉRIO DO MAR"
Propôs Cavaco, lembrando que o fez quando teve responsabilidades executivas:


COMENTÁRIO

Para quê?
Para desmantelar a nossas frotas pesqueira e de transportes?
Mas isso não foi feito já na tal altura que existiu o tal Ministério do Mar?

Ver texto de Gonçalo Fagundes

É por essas e por outras que não voto em Cavaco!

"OUTROS COM MAIORES RENDIMENTOS NÃO FORAM CHAMADOS A DAR O SEU CONTRIBUTO"

Esta saiu de Cavaco em Viana do Castelo referindo-se ás acções do Governo para suportar e debelar a crise, piscando o olho ao funcionalismo público e assumindo "alguma injustiça" nos cortes salariais adoptados.

COMENTÁRIO
É de cabo de esquadra. Agora chegou a vez de Cavaco reconhecer aquilo que o PCP e o Bloco de Esquerda sempre disseram; que a crise não é para todos e apenas vai ser paga por quem trabalha. Nestes, tais argumentos são cassete e demagogia. Em Cavaco é um oportuno e genial desarrrincanço a favor dos pobrezinhos!
Mas há outra grande diferença. Enquanto que o PCP e o Bloco de Esquerda assumiram coerente e  institucionalmente a tal "cassete" votando contra o Orçamento onde tudo isso é previsto, Cavaco promulgou-o sem tais rebuços.
Agora em campanha dá jeito a Cavaco  propalar que "outros com maiores rendimentos não foram chamados a dar o seu contributo" . Ora ajuntando os conhecimentos técnicos que diz ter na áreas económica e financeira com os conhecimentos pessoais que decerto tem ( Ver caso do BPN, de uma certa casa no Algarve e dos apoios que tem nas áreas de quem vive de rendimentos e da mais valia financeira),
depois de eleito será ele Cavaco então a "chamar aqueles com maiores rendimentos" para dar o seu contributo para derrotar a crise.

Mesmo assim não votarei em Cavaco. Esta parte final nunca ocorreria. É apenas ironia minha!

OS AVISOS DE CAVACO

Cavaco: «Escrevi há sete anos o que está a acontecer hoje»
Presidente da República publicou «Dores de Cabeça» em Maio de 2003, no qual alertou para o endividamento externo. Chama-se «Dores de Cabeça», foi escrito há sete anos mas podia ter sido hoje. A autoria é do Presidente da República e nele Cavaco Silva diz descrever «aquilo que está a acontecer hoje» na economia nacional.
«Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado «Dores de Cabeça», escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal», disse Cavaco Silva aos jornalistas, na Argentina, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana.
No artigo, Cavaco refere-se ao endividamento «sem limites», defendendo que «no médio ou longo prazo, um défice continuado das contas externas acaba por manifestar-se sob a forma de aumento do prémio de risco, racionamento do crédito ou transferência de activos das mãos nacionais para as mãos estrangeiras».
O discurso foi proferido numa conferência de homenagem a José Silva Lopes, e o texto foi um claro aviso à navegação do Governo de Durão Barroso e à ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. E o aviso é simples: «A despesa das famílias, das empresas e do Estado tem de ser contida», mesmo estando num espaço monetário unificado, como é o caso de Portugal.
Porque um «excesso de despesa interna (...) traduz-se num aumento do endividamento para com o exterior e, consequentemente, num aumento dos juros a pagar no futuro ao estrangeiro».
Unquote
O «Jornal de Negócios» republicou o texto lido na conferência de homenagem a Silva Lopes, em Maio de 2003. Leia aqui o artigo na íntegra

COMENTÁRIO
Cum diabo! Cavaco quedou-se em 2003 para referenciar os tais avisos. É pena que não recue mais um pouco e não invoque os avisos de todos aqueles economistas e não só, que nos preliminares e entradas na CEE alertaram para o facto de o país não estar estruturado nem preparado para o impacto que essa entrada traria à nossa economia com o consequente aumento do nosso déficit externo pela incapacidade de controlar as importações e competitividade do nosso aparelho produtivo e paralelo aumento do peso do estado na nossa economia. Defendiam então os especialistas que muitas e profundas reformas teriam que ser feitas. O curioso é que alguém assumiu a realização de tais reformas. Todas ou quase todas teriam sido feitas numa década.
Mas uma vez na CEE consultem as estatísticas e vejam quem mais engordou o Estado, desde quando acelerámos o nosso déficit externo e desde quando se assistiu ao desmantelamento do aproveitamento dos nossos recursos endógenos e a troco de quê.

A hoje trazidos e a esta situação chegados, que reformas foram essas se é que as houve e se as houve de que valor para chegar ao que chegamos!

Mas disso e muito antes de Cavaco, já tínhamos sido avisados!

É por essas e por outras que não voto em Cavaco!


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"para serem mais honestos do que eu, têm que nascer duas vezes"

Afirmou Cavaco no último 23 do ano passado.
Eu cá por mim já conheço dois que estão em posição de se enquadrarem na condição imposta pelo Professor.
Um sou eu próprio que apenas espero morrer e reencarnar!
O outro é António Oliveira Salazar que me leva a palma pois só lhe falta reencarnar. Coisa de que muitos estão à espera que lhe aconteça  e outros com pena de que lhes não aconteça.
Ora do que se trata é da honestidade política e intelectual. Salazar sempre foi pobrezinho e sei bem do resultado!
E logo à partida quem é honesto escusa de protestar dessa maneira. A isso se chama desonestidade intelectual e achincalhamento do semelhante.
Ora Cavaco nunca assumiu a sua cota parte na construção do Portugal que temos hoje e tudo o que de mau nos chegou ele (segundo ele) nada tem a ver com isso! BPN incluído. Mesmo que seja uma instituição integrada no universo dos seus conceitos económicos e financeiros, criada por seus correligionários e da qual tirou proventos políticos e financeiros. Aliás no descalabro desse mundo atira agora as culpas à actual gestão do BPN branqueando os responsáveis mantendo-os na sua órbita apesar de indiciados por tal descalabro. E isto em si mesmo já é uma atitude desonesta!
É por essas e por outras que não voto em Cavaco!

António Alves Barros Lopes
Afife

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PARADIGMA

Ver em http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=61617&visual=3&layout=10

Em 5 de Maio de 2008

O Presidente da República disse hoje aos Reis da Suécia que Portugal está "envolvido numa profunda alteração do seu paradigma de desenvolvimento", que impõe uma aposta decisiva na qualificação das pessoas, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.
Cavaco Silva diz que Portugal está "envolvido em profunda alteração" do seu paradigma de desenvolvimento.Cavaco Silva considerou que se trata de
"um rumo que obriga a reformas de grande alcance, que a estabilidade política favorece".
Unquote




COMENTÁRIO


Mãe do Céu! Isto em 2008! E já então era necessário alterar o paradigma!
- Porquê? O anterior não servia?
Um dia ainda vamos todos andar atrás do pai do paradigma como andamos atrás dos progenitores do monstro.
Mas do que estava convencido é de que todas as reformas, ou quase todas, de grande alcance, que a estabilidade política de duas maiorias absolutas favoreceu, tinham sido feitas. Li isso num livro.
Como do Godot vou esperar pelas reformas e pela alteração do paradigma!


No entretanto e por isso mesmo, não voto em Cavaco!


António Alves Barros Lopes
AFIFE